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DNA e o Mundo Digital

sexta-feira, 7 de novembro de 2014


O DNA e o Futuro do Mundo Digital

Isso mesmo... A biologia molecular através de estudos recentes demonstra que o Silício - base da fabricação das memorias computacionais- está de com seus dias contados. Bom para o meio ambiente e para o mundo das informações ( Mundo Digital).  Isso mesmo...o DNA armazenando dados com precisão idêntico ao Silício existente nas memorias dos computadores com mais eficiência no armazenamento de dados...Leia a reportagem completa abaixo....

DNA tem 700 terabytes de memória em apenas um grama


DNA tem 700 terabytes de memória em apenas um grama

Um novo estudo da Universidade de Harvard (EUA) armazenou 5,5 petabits de dados – cerca de 700 terabytes – em um único grama de DNA com sucesso.
O feito quebra o recorde anterior de armazenamento em DNA por milhares de vezes. O bioengenheiro e geneticista George Church e Kosuri Lanka conseguiram a façanha tratando o DNA como um dispositivo de armazenamento digital qualquer.
Eles armazenaram dados binários codificados em fitas de DNA, ao invés de regiões magnéticas de um disco rígido. Em cada fita de DNA, 96 bits são sintetizados. As bases TGAC do DNA representam valores binários (T e G = 1, A e C = 0).

DNA como armazenamento

Essa ideia não é nova. E, se for ver, faz muito sentido: o nosso DNA já serve mesmo para armazenar nossas informações, além de coordenar o desenvolvimento e funcionamento das células. Ou seja, ele contém todas as instruções que nosso corpo precisa.
O DNA como um meio de armazenamento potencial já é discutido faz um longo tempo. Os cientistas apontam três boas razões para usá-lo como “memória”: é incrivelmente denso (pode armazenar um bit por base, e uma base é do tamanho de apenas alguns átomos), é volumétrico em vez de plano (como o disco rígido), e incrivelmente estável (enquanto outros meios de armazenamento precisam ser mantidos em temperaturas abaixo de zero e no vácuo, o DNA pode sobreviver por centenas de milhares de anos em uma caixa na sua garagem, por exemplo).
Pense nisso: um grama de DNA pode armazenar 700 terabytes de dados. Isso é 14.000 discos Blu-ray de 50 gigabytes em uma gota de DNA que cabe na ponta de seu dedo mindinho. Para armazenar o mesmo tipo de dados em discos rígidos – o meio mais denso de armazenamento em uso hoje – você precisaria de 233 unidades de 3TB, com um peso total de 151 quilos.

O avanço

Para ler os dados armazenados no DNA, os cientistas simplesmente os sequenciam, como se estivessem sequenciamento o genoma humano, convertendo cada uma das bases TGAC em valores binários.
Os DNAs podem ser sequenciados fora da ordem, já que possuem “endereços” de bits que permitem que as informações sejam decodificadas em dados utilizáveis.
Só com os recentes avanços na microfluídica e nos chips que a síntese e sequenciamento de DNA tornaram-se tarefas diárias. Apesar de ter demorado anos para que pudéssemos analisar um único genoma humano (cerca de 3 bilhões de pares de bases do DNA), equipamentos de laboratório modernos com chips microfluídicos podem fazer a mesma tarefa em uma hora.
Isso não quer dizer que o armazenamento em DNA seja rápido; mas é rápido o suficiente para arquivamento a longo prazo.
Para o futuro, os pesquisadores preveem um mundo onde o armazenamento biológico nos permitirá gravar tudo e qualquer coisa. Hoje, nem sonhamos em cobrir cada metro quadrado da Terra com câmeras, porque não temos a capacidade de armazenamento para tanto. Mais tarde, no entanto, a totalidade do conhecimento humano poderá ser armazenada em algumas centenas de quilos de DNA.[ExtremeTechLimboTEchUOLTerra]

O que é Petabite? 

Um Petabyte (derivado do prefixo SI peta-) é uma unidade de informação iguais a um quatrilhão de bytes (escala pequena). O símbolo de unidade para o petabyte é PB. O prefixo peta (P) indica a quinta potência a 1000: 1 PB equivale a cerca: 1000000000000000 = 10.005 = 1015 bytes 1 milhão de gigabytes mil terabytes O pebibyte (PIB), usando um prefixo binário, é a potência correspondente de 1024, que é mais de 12% maior (250 bytes = 1125899906842624 bytes). 
É bom termos em mente as unidades de medidas em bytes. Veja a tabela abaixo:

Múltiplos de bytes
Prefixo binário (IEC)
Prefixo do SI
NomeSímboloMúltiplo
NomeSímboloMúltiplo
byteB20
byteB100
kibibyte(quilobyte)KiB210
quilobytekB103
mebibyte(megabyte)MiB220
megabyteMB106
gibibyte(gigabyte)GiB230
gigabyteGB109
tebibyte(terabyte)TiB240
terabyteTB1012
pebibyte(petabyte)PiB250
petabytePB1015
exbibyte(exabyte)EiB260
exabyteEB1018
zebibyte(zettabyte)ZiB270
zettabyteZB1021
yobibyte(yottabyte)YiB280
yottabyteYB1024

Fontes:
http://michelmaxbass.blogspot.com.br/2011/03/o-que-vem-depois-do-bits-byte-kilo-mega.html
http://hypescience.com/dna-memoria-700-terabytes/ em 07/11/2014

ANMAIS ESTRANHOS: verme cabeça de martelo

quinta-feira, 15 de maio de 2014

       
Bipalium kewense, conhecido em inglês como “verme cabeça de martelo” (hammerhead worm), é uma criatura estranha.

Com nenhum sistema respiratório, sistema circulatório ou esqueleto, esse cara, que tem a boca e o ânus no mesmo lugar, é quase impossível de se livrar. Isso porque, se você resolver cortá-lo para matá-lo, só vai criar mais deles. Explicamos.
O verme cabeça de martelo pertence a um dos grupos de animais mais primitivos do mundo, os platelmintos. Predatório, chegando a 60 centímetros de comprimento, esse verme é uma ameaça global.
Não porque representa qualquer perigo para os seres humanos, mas sim porque se alimenta exclusivamente de minhocas. Como qualquer um que já teve um jardim sabe, as minhocas são os mocinhos – o que faz desses vermes os vilões.
Nativos do trópico e zonas temperadas da Ásia e Australásia, vermes do gênero Bipalium invadiram quase todos os cantos da Europa e Estados Unidos. Eles amam em qualquer lugar que é escuro, frio e úmido, por exemplo sob pedras, troncos ou arbustos. Apesar de odiarem lugares secos, podem resistir a curtos períodos de dessecação enrolando-se em uma bola e se envolvendo em muco.
Vermes cabeça de martelo deslizam pelo chão movidos a muco, segurando suas cabeças em forma de lua no alto enquanto se movimentam para trás, para a frente e para os lados. Uma vez que localiza uma minhoca, o verme a domina em uma camada de muco e a corta em vários pedaços.
Para se alimentar, o verme estende sua faringe para fora de sua boca, secreta enzimas que dissolvem a minhoca, e digere a carne amolecida. Uma vez que a minhoca foi processada para seus nutrientes, é excretada para fora pelo mesmo orifício por onde entrou.
Por esse comportamento atroz, você pode pensar que a vingança perfeita ao verme cabeça de martelo seria também cortá-lo em pedaços. Só que essa é a pior coisa que você poderia fazer, se seu objetivo é se livrar dele.
hammerhead-worm
Verme sem-fim que é, se cortado em pedaços, em qualquer sentido, cada um deles pode tornar-se um novo verme, perfeitamente funcional, ao longo de duas ou três semanas.
Durante este tempo, os fragmentos irão ficar mais longos e estreitos, e uma cabeça achatada em forma de pá irá se formar em uma extremidade.
Todos os vermes do gênero Bipalium tem capacidade de regeneração, mas esse em especial de que estávamos falando - Bipalium kewense – inclusive se divide propositalmente em vários pedaços como parte de uma estratégia reprodutiva assexuada conhecida como fragmentação.
Os fragmentos do verme são imediatamente móveis e só precisam de um par de semanas para atingir a idade adulta. Um único verme cabeça de martelo pode liberar de um a dois fragmentos para a reprodução a cada mês.






É. Se pudéssemos quebrar um pedaço de nosso corpo para fazer uma versão mais jovem de nós mesmos provavelmente também faríamos isso. [AustralianGeographic]
Bipalium kewense é o nome científico de uma espécie de verme achatado pertencente ao grupo dos Terricola, os platelmintosterrestres de vida livre (não-parasitas). Trata-se do maior platelminto de seu tipo, chegando a 60 centímetros de comprimento. É um predador de pequenos animais como moluscos e vermes menores e costuma ser encontrado em solos úmidos. Assim como todos os platelmintos, ele pode ser cortado, ou partido em vários pedaços e cada pedaço dará origem a um novo indivíduo inteiro. 
Acredita-se que seja nativo do Sudeste Asiático, mas foi espalhado pelo mundo trazido acidentalemente em navios e hoje pode ser encontrado em vários locais, incluindo: América do Norte, Austrália, ilhas do Caribe, América do Sul, África e Madagascar. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bipalium_kewense

Tricomoníase - Trichomonas gallinae

sábado, 3 de maio de 2014

Tricomoníase - Trichomonas gallinae

Uma doença que está matando pequenos pássaros no Reino Unido se espalhou para a Europa. A doença já foi encontrada na Finlândia, Noruega e Suécia e corre o risco de se mover para mais longe.
A doença, chamada tricomoníase, é causada por um parasita e foi vista pela primeira vez em tentilhões no Reino Unido em 2005. Desde então, os pássaros de pequeno porte da região já caíram até 35%.
A tricomoníase emergiu como uma ameaça muito séria para estas aves, por isso veterinários e ornitólogos devem colaborar para determinar se há uma maior disseminação e se é possível monitorar o impacto do parasita em populações de aves selvagens na Europa.
O parasita que causa a doença, Trichomonas gallinae, já tinha sido encontrado em pombos e os cientistas acreditam que, de alguma forma, foi passado entre outros pássaros.
Os gráficos mostram como a doença mudou-se de municípios centrais e ocidentais na Inglaterra para o leste em 2007, depois para a Finlândia, Noruega e Suécia em 2008, bem como se propaga ainda mais em todo o Reino Unido.
Os pesquisadores acreditam que a migração dos pássaros foi responsável pela propagação.
Enquanto os tentilhões têm sido mais duramente atingidos, a doença também foi diagnosticada em inúmeras outras espécies de aves, incluindo o pardal, já ameaçado de extinção.
A equipe de pesquisa diz que agora é fundamental tentar entender a tricomoníase e controlar a sua propagação. Quando se vê uma queda brusca de população, é mesmo algo com o que se preocupar.
Por isso, os pesquisadores estão pedindo para serem avisados caso qualquer ave apresente os sintomas da doença: vagarosidade, letargia, aparentar estar meio perdida, quase sem voar.
Os surtos tendem a ser mais graves e mais frequentes de agosto a outubro. Embora seja difícil de tratar aves selvagens que sofrem da doença, os pesquisadores dizem que há coisas que as pessoas podem fazer para ajudar a limitar a propagação, como a limpeza regular dos alimentadores, dos pássaros e das superfícies de alimentação. [BBC]
fonte: http://hypescience.com/doenca-mortal-de-passaros-se-espalha-pelo-mundo/ acesso: 03/05/14

Doença Genética - Síndrome de Lesh-Nyhan


                  A síndrome de Lesch-Nyhan (SLN) 

        Conheça a horrível doença que faz as pessoas se canibalizarem ...
 É uma condição muito rara causada por um único gene defeituoso no cromossomo X.
al como acontece com a hemofilia, mulheres, que têm dois cromossomos X, geralmente são portadoras assintomáticas do gene. Apenas um único caso feminino já foi relatado. Homens sentem os efeitos da doença.
O gene HPRT1 (Xq26) mutado leva a uma deficiência da enzima hipoxantina guanina fosforiboxiltransferase (HGPRT), essencial para o sistema de reciclagem de células vivas.
As células quebram DNA dentro delas por suas partes componentes. Estas peças, por sua vez, também precisam ser quebradas. Duas dessas peças, adenina e guanina, são responsabilidade de HGPRT.
Na ausência de uma enzima que pode quebrá-los corretamente, os compostos se acumulam até que se decompõem em ácido úrico. Ácido úrico irrita a célula e passa para o sangue, causando cristais na urina, também conhecidos como pedras nos rins. Este é um sintoma que ajuda os médicos a diagnosticar uma pessoa com síndrome de Lesch-Nyhan.
Um sintoma ainda mais horrível é um tipo específico de autolesão. Pessoas com a síndrome tendem a morder os lábios, a língua e a mastigar seus dedos. Às vezes, as lesões são apenas desagradáveis e formam cicatrizes, porém, em alguns casos, os pacientes podem realmente mastigar suas línguas e dedos.
O comportamento é tão comum que é considerado característico da síndrome, e deu-lhe o apelido de “síndrome da autocanibalização”. Além da automutilação e das pedras nos rins, retardo mental, comportamento agressivo e artrite gotosa são outros sintomas possíveis da condição.
Os médicos não sabem direito por que essa mutilação ocorre. A explicação mais simples é que o ácido úrico irrita as células, e as pessoas mordem seus tecidos mais sensíveis da mesma maneira que coçam uma picada de mosquito até sangrar.
Outra teoria é que os efeitos do ácido úrico no cérebro em desenvolvimento provoca uma falta de dopamina. Assim, a síndrome de Lesch-Nyhan seria como o “oposto” da doença de Parkinson: enquanto as pessoas com Parkinson não conseguem iniciar as ações que estão pensando em fazer, as pessoas com Lesch-Nyhan não podem se impedir de fazer as coisas que pensam. Se elas pensam em morder a si mesmas, fazem isso, mesmo que não queiram.
Ainda outra teoria diz que quaisquer lesões causam uma grande liberação de dopamina no cérebro de alguém com a síndrome. Em seguida, uma lesão acidental no rosto ou nas mãos traz boas sensações, que fazem com que as pessoas se machuquem mais de propósito.
Provavelmente há um componente psicológico para esse comportamento. Um tratamento possível para os pacientes com a síndrome que se mordem compulsivamente é a remoção completa dos dentes. Infelizmente, isso não impede que eles se arranhem.
A síndrome de Lesch-Nyhan é genética, e as mulheres com histórico da doença na família podem fazer exames para saber se são portadoras da mutação antes de engravidar. A condição afeta aproximadamente um em cada 380.000 nascidos vivos. Não existe nenhuma cura para a doença, apenas controle dos sintomas.
Fonte: 
http://hypescience.com/conheca-a-horrivel-doenca-que-faz-as-pessoas-se-canibalizarem/ acesso em 03/05/14
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TRANSPLANTE DE FEZES - INÉDITO

domingo, 30 de março de 2014

01 - TRANSPLANTE DE FEZES VIRA ARMA CONTRA TIPO DE COLITE 

Esta postagem a principio parecem ser estranha, mas é verdadeira: TRANSPLANTE DE FEZES.


Técnica é alternativa de cura para doença que causa diarreia constante; com transplante, flora intestinal é reconstruída; O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, realizou no último mês dois procedimentos inusitados e inéditos no Brasil: transplantes de fezes. Apesar de parecer estranho, o transplante é a única alternativa de cura para pacientes que sofrem da chamada colite pseudomembranosa, que causa diarreias persistentes, que podem levar à desidratação e até a infecção generalizada.

O primeiro a receber a técnica foi o empresário José Sanches Gallo, de 75 anos, que foi transplantado em fevereiro. Na semana passada foi a vez da aposentada Vera Soares, de 78 anos. Nos dois casos, os filhos foram os doadores. Os dois já receberam alta e não tiveram mais diarreia.
Esse tipo de colite é causado pela Clostridium difficile. Trata-se de uma bactéria que normalmente habita a flora intestinal de cerca de 10% das pessoas, mas costuma não incomodar porque há um equilíbrio natural entre as bactérias.
Em geral, o problema surge por conta da ingestão contínua de antibióticos de largo espectro (os mais modernos, que normalmente matam vários tipos de bactérias). A Clostridium difficile é resistente a esses medicamentos e, sem outras bactérias no mesmo ambiente, ela fica livre para agir, provocando um desequilíbrio e, consequentemente, as diarreias persistentes.
O tratamento padrão para esse problema é o uso de dois tipos de antibióticos: a vancomicina e o metronizadol. Mas, segundo o médico Arnaldo José Ganc, que é gastroenterologista e endoscopista do Einstein, esses antibióticos não curam, apenas reduzem a frequência das diarreias. Além disso, a vancomicina só pode ser aplicada em ambiente hospitalar (é de uso venoso) e o metronizadol já não tem sido mais tão eficiente.
Veja como é esta doença 
Segundo Ganc, nos anos 1960 pesquisadores começaram a usar uma técnica de lavagem intestinal no paciente usando fezes de outras pessoas para tentar "repovoar" a flora, restaurando o equilíbrio, mas a técnica foi considerada antiética e foi suspensa por anos. Tempos depois, os cientistas também tentaram aplicar as fezes saudáveis nos pacientes por meio da colonoscopia, mas os resultados não eram bons porque não se conseguia fazer o "repovoamento" de toda a flora intestinal - apenas do fim.
Mas, uma pesquisa feita por cientistas holandeses e publicada no New England Journal of Medicine em janeiro deste ano trouxe a técnica de volta - mas por outras vias - e constatou que o transplante de fezes é realmente a alternativa mais rápida e eficaz para o tratamento, em comparação com o uso da vancomicina.
No estudo, os pesquisadores analisaram três grupos de pacientes: o primeiro e o segundo foram tratados com os antibióticos e o terceiro grupo fez o transplante. A cura do problema foi tão rápida no terceiro grupo (a diarreia cessou em 85% dos voluntários na primeira infusão) que o estudo foi interrompido, já que os médicos concluíram que seria antiético manter os outros pacientes com medicamentos, sem bons resultados. Na segunda infusão, a diarreia cessou em 95% dos participantes.
Adaptação. O grupo holandês fez o transplante por meio de uma infusão de fezes feitas por uma sonda no nariz do paciente, chegando no duodeno.
Aqui no Brasil, para evitar constrangimentos nos pacientes e até mesmo a possibilidade de refluxos, o médico Ganc resolveu adaptar a técnica e, em vez de usar a sonda no nariz, ele fez uma endoscopia - os pacientes foram sedados e, por meio do endoscópio, as fezes foram infundidas direto no jejuno.
"O hospital estava com dois pacientes com diarreia persistente. Um deles estava internado havia mais de três meses. Tínhamos tentado de tudo para resolver o problema, sem sucesso. Até que decidi propor o transplante. Eles toparam na hora", afirmou Ganc.
Um deles, o aposentado Sanches Gallo, sofria havia três meses de diarreia crônica. Um dia após o transplante, já se sentia melhor. Em três dias, não teve mais diarreia. "É um procedimento muito simples e rápido. Estava sedado, não vi nada. Resolveu meu problema."
De acordo com Ganc, a técnica usa fezes de duas pessoas para melhorar a quantidade e a qualidade das bactérias. As fezes passam por sorologias, depois são misturadas em soro fisiológico e centrifugadas, antes de serem infundidas no doente. Ao ser aplicada no jejuno, as fezes vão "repovoando" a flora intestinal com novas bactérias e, por conta dessa competição, o Clostridium difficile morre. Em muitos casos, o problema cessa já na primeira infusão. "Apesar de desconhecido por muitos, o problema é bastante comum. Já se fala em usar essa técnica em outras doenças intestinais", disse Ganc.
Em São Paulo o Hospital Albert Sabin realizou no último mês dois procedimentos inusitados e inéditos no Brasil: transplantes de fezes. Apesar de parecer estranho, o transplante é a única alternativa de cura para pacientes que sofrem da chamada colite pseudomembranosa, que causa diarreias persistentes, que podem levar à desidratação e até a infecção generalizada. 
O primeiro receber a técnica foi o empresário José Sanches Gallo, de 75 anos, que foi transplantado em fevereiro. Na semana passada foi a vez da aposentada Vera Soares, de 78 anos. Nos dois casos, os filhos foram os doadores. Os dois já receberam alta e não tiveram mais diarreia. Esse tipo de colite é causado pela clostridium difficile. Trata-se de uma bactéria que normalmente habita a flora intestinal de cerca de 10% das pessoas, mas costuma não incomodar porque há um equilíbrio natural entre as bactérias.



Em geral, o problema surge por conta da ingestão contínua de antibióticos de largo espectro (os mais modernos, que normalmente matam vários tipos de bactérias). A Clostridium difficile é resistente a esses medicamentos e, sem outras bactérias no mesmo ambiente, ela fica livre para agir, provocando um desequilíbrio e, consequentemente, as diarreias persistentes.


Fonte: 
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,transplante-de-fezes-vira-arma-contra-tipo-de-colite,1014888,0.htm em 30/03/2014
http://www.patmed.com.br/transplante-de-fezes-vira-arma-contra-tipo-de-colite

Veja na foto abaixo como é feita a técnica: 

02 - Transplante fecal: restaurando nosso ecossistema interno

A microbiota intestinal humana exerce um papel importante tanto na saúde quanto na doença. E em alguns aspectos, a manutenção de uma microbiota saudável se assemelha a cuidar de um jardim (veja a figura acima ). Por vezes, intervenções graves podem levar à degradação total deste ecossistema, como por exemplo, através de doenças e/ou pelo uso de antibióticos. Embora seja possível a recuperação espontânea, não é garantido que ela ocorra em todos os casos. Devido a isto, várias estratégias podem ser utilizadas para restaurar este ecossistema: probióticos, prebióticos ou até mesmo transplantar o ecossistema microbiano inteiro, por exemplo, a partir de uma amostra de fezes e um processo denominado transplante fecal.
Estas estratégias podem estar associadas a suplementação da dieta com carboidratos não-digeríveis (prebióticos) que são benéficos, porque estimulam seletivamente o crescimento e a atividade de uma ou mais espécies bacterianas no cólon. Outra forma de recuperação ou fortalecimento deste ecossistema intestinal seria através da ingestão de micro-organismos vivos, administrados em quantidades adequadas e que conferem benefícios à saúde do hospedeiro (probióticos). Os probióticos em sua maioria pertencem aos gêneros Lactobacillus, Bifidobacterium e Bacillus. Entretanto em alguns caso graves de diarreia crônica é necessário lançar mão de uma medida capaz de restaurar a complexa microbiota intestinal por completo  e neste caso transplante fecal é uma opção terapêutica.
A maioria das pessoas já ouviu falar sobre probióticos e prebióticos, mas poucos conhecem algo sobre transplante fecal. Apesar de poucas pessoas conhecerem esta técnica, o transplante fecal não é uma prática nova. O primeiro caso foi descrito por Eiseman e colaboradores em 1958, e a descrição do segundo ocorreu em 1981 por Bowden. Hoje este tipo de terapia é utilizada por vários especialistas com sucesso, sem quaisquer efeitos adversos. Desde então, existem muitos relatos de transplantes de fezes através de colonoscopia ou sonda nasogástrica, e a maioria destes procedimentos estavam relacionados a utilização desta técnica no tratamento da infecção por Clostridium difficile, para o restabelecimento da microbiota após a infecção. Um dos princípios do método do transplante fecal é que nem todos os micro-organismos da microbiota podem ser isolados e cultivados em laboratório.
Recentemente, 19 pacientes infectados por C.difficile foram submetidos a um transplante de fezes (Figura 2). Permanecendo livres da doença por até quatro anos. Este resultado sugere que esta terapia pode ser benéfica para o tratamento desta doença, e segundo outros trabalhos é eficaz no tratamento de outros tipos de gastroenterites. 
Já existem estudos  que relatam que o uso progressivo de antibióticos contra C. difficile e outros micro-organismos também é capaz de afetar negativamente a   microbiota e sugerem que a recolonização do trato intestinal por uma nova microbiota pode ser empregada através do transplante.
Em outro estudo sobre o tema, foram utilizadas técnicas moleculares a fim de reconhecer os grupos microbianos bioindicadores de uma microbiota ‘saudável’ ou ‘doente’. Este estudo descreve o efeito de uma bacterioterapia através de um transplante fecal em pacientes com diarreia a fim de restabelecer a microbiota do cólon. Neste estudo, Firmicutes e Bacteriodetes não foram encontrados nos indivíduos doentes e dias após o transplante já foi possível ver reestabelecimento da microbiota e a recuperação do quadro clínico.
Vale a pena lembrar que o entendimento sobre o efeito da aplicação desta técnica parte de princípios ecológicos como interações entre hospedeiro e micro-organismos. Portanto, estudos sobre a composição, a diversidade e a função de comunidades microbianas intestinais são importantes para elaborar estratégias para tratamentos futuros.
O Transplante fecal, embora pareça ser uma abordagem estranha para os leigos, pode ser uma boa opção de tratamento e tem a capacidade de restabelecer a microbiota intestinal saudável. Por mais desagradável que possa parecer.
Por Deborah  Leite
Referências:
Eisman, B.; Silen, W; Bascom, G.S.; Kauvar, A.J. Fecal enema as an adjunct in the treatment of pseudomembranous enterocolitis. Surgery. 1958;44(5):854-859.
Bowden, T.A.; Mansberger, A.R.; Lykins, L.E. Pseudomembranous enterocolitis: mechanism of restoring floral homeostasis. Am Surg. 1981;47:178-183.
Yoon, S.; Brandt, L.J. Treatment of refractory/recurrent C. difficile-associated disease (CDAD) by donated stool transplanted via colonoscopy: a case series of twelve patients. Journal of Clinical Gastroenterology. 2010;44:562-566
Grehan, M.J.; Borody, T.J.; Leis, S.M.; Campbell, J.; Mitchell, H.; Wettstein, A. Durable alteration of the colonic microbiota by the administration of donor fecal flora. Journal of Clinical Gastroenterology. 2010; 44(8):551-561.
Floch, M. H. Fecal Bacteriotherapy, Fecal Transplant, and the Microbiome. Journal of Clinical Gastroenterology. 2010; 44(8): 529-530
Khoruts, A.; Dicksved, J.; Jansson, J.K.; Sadowsky, M. J. 2010. Changes in the composition of the human fecal microbiome following bacteriotherapy for recurrent Clostridium difficile-associated diarrhea.  Journal of Clinical Gastroenterology. 2010, 44:354-360.
Lozupone, C.A.; Stombaugh, J.; Jansson, J.K.; Gordon, J.I.; Knight, R. Factors that shape composition and resilience of human intestinal microbiota. Nature. 2012. (in press)
Fonte: http://www.crohnistasdalegria.com/2013/03/transplante-fecal-restaurando-nosso.html em 30/03/2014

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